sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Meu preferido de John Grisham: O Último Jurado



por Teca Machado

Um dos autores que eu mais vejo livros na estante do meu pai desde bem pequena é o americano John Grisham. Seus livros têm como tema central em quase todos os casos Direito e advocacia (Mas tem dois que não são e eu adoro: Esquecer o Natal e Jogando Por Pizza. Depois comento no blog). Quando eu tinha uns 13 anos, li dele O Testamento. Achei um saco. Mas hoje vejo que achei chato na época porque não entendi direito, haha. Demorei alguns anos a querer ler alguma obra dele de novo. Mas quando comecei outra vez, lá pelos meus 20 anos, me apaixonei pelo autor e li vários livros, sendo um dos meus preferidos O Último Jurado.

Eu disse que as obras são sobre Direito, mas se você não gosta do tema, não se preocupe. Eu mesma odeio (Desculpa, advogados! Mas na faculdade eu tive um semestre de aula de Introdução ao Direito e queria me jogar pela janela da sala todas as vezes que ela começava). Só que os livros do John Grisham são muito bons. Não do tipo que fica complicando com linguagem jurídica, nem nada. Acontece que os personagens geralmente são advogados, ou estão envolvidos em um julgamento, ou estão resolvendo questões de testamentos, ou estão fazendo algo ilegal e outras situações assim. Nada maçante, prometo. Tanto que vários livros do autor já viraram filme. Os mais conhecidos são A Firma, com um Tom Cruise bem novinho em 1993, e O Júri, com John Cusack, Gene Hackman, Dustin Hoffman e Rachel Weisz.

Em O Último Jurado o protagonista nem ao menos é advogado. É um jornalista. Na história que se passa nos anos 1970, Willie Traynor, veio de uma cidade grande para a minúscula Clanton, no Estado do Missisipi. O rapaz de 23 anos compra o jornal local, que é praticamente falido e conhecido apenas pelos seus obituários. 

John Grisham

Logo que Willie começa a trabalhar, o Condado de Ford, região onde a cidade está, é abalado pelo estupro e assassinato de uma viúva que criava sozinha seus dois filhos. O jornalista faz reportagens sobre todos os pontos do caso. O suspeito é Danny Padgitt, membro de uma família que há gerações toca o terror em Clanton. Eles fazem todo o tipo de atividades ilegais, mas mesmo assim nunca foram presos ou condenados por nada. Pela primeira vez a situação está contra os Padgitt e o homem é preso. Quando sai a sua condenação, ele ameaça todos os jurados do caso e promete se vingar quando sair da detenção. Dez anos mais tarde Danny é solto e a cidade inteira está amedrontada.

Além de abordar o caso do julgamento, O Último Jurado fala muito sobre segregação racial no sul dos EUA nos anos 1970 e mostra que, mesmo com todo o racismo, havia gente revolucionária que queria acabar com isso, tanto negros quanto brancos. Willie faz amizade com uma família de um bairro tipicamente de negros e fica muito ligado à matriarca, que, apesar das dificuldades financeiras e do preconceito conseguiu formar e tornar PhDs sete dos seus oito filhos.

Várias obras do autor

O Último Jurado é um livro que te prende a atenção e, quando você percebe, já terminou as suas 392 páginas sem nem ao menos ter percebido que haviam sido tantas. Tem suspense, amizade, investigação, traição, corrupção e o leitor entra na história, fica louco para saber como é o final de tudo. Eu mesma fiquei com medo do Danny Padgitt, haha.

John Grisham é mestre no que faz. Não é a toa que já lançou 34 livros e vendeu até 2012 mais de 275 milhões de cópias ao redor do mundo. Quem sabe um dia eu chego lá.

Recomendo.

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