sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Uma mensagem de férias de John Grisham


Caro leitor,

Mais um ano, mais uma oportunidade para contar bênçãos e comemorar o momento com amigos e familiares. Hora de relaxar com os prazeres simples, mas essenciais: comida, bebida, boa conversa, risos e leitura.

Muito é escrito sobre a situação da alfabetização e da forma da leitura, ou seja, a leitura do livro, e quantos leitores em potencial são perdidos para jogos de vídeo-game, dispositivos digitais e plataformas sociais.

Como você poderia esperar, eu me sinto diferente.

Ao navegar através dos títulos que eu vejo embalado em minhas livrarias locais, não posso deixar de ficar impressionado com a amplitude, profundidade e qualidade do que eu vejo. Isto é particularmente verdade nos livros infantis e para adolescentes, o que é uma coisa boa, já que os leitores são feitos quando são jovens. Se você já viu uma criança, literalmente, entrar em um livro, você saberá exatamente o que eu estou falando.

Então, nesta temporada de férias, eu saúdo os leitores de livros de todos os tempos, com uma dose extra de ânimo para os meus fiéis leitores. Você é, todos vocês são, uma bênção.

Muitas felicidades nestas férias para você e seus queridos, com muita saúde e boas leituras.


Atenciosamente,


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Herança


Editora: Rocco
Tradução: Alice Klesck
ISBN: 978-85-325-2955-8
Páginas: 560
Ano de Lançamento: 2014

O mais novo thriller de John Grisham conduz o leitor de volta ao maior sucesso de sua carreira, Tempo de matar.  Dessa vez, o advogado Jack Brigance está envolvido em mais um julgamento polêmico, capaz de trazer à tona velhas tensões raciais e desenterrar detalhes nebulosos do tortuoso passado da pequena cidade de Ford County.  O livro está há mais de 25 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times.

Desiludido com o direito e às voltas com inúmeros problemas financeiros, Jake Brigance procura um meio de sobreviver ao caos em que sua vida se transformou após o julgamento de Carl Lee Hailey, em 1985. E agora, passados três anos, Jake trata de pequenos casos em Clanton, uma cidade esquecida no Mississippi.

Mas a paixão de Jake é renovada quando recebe pelo correio um inesperado pedido. Seth Hubard, recluso morador de Clanton, se suicidou no domingo, mas na véspera enviou para o advogado seu testamento, escrito à mão e com ordens claras: os seus bens devem ser divididos entre um irmão há muito desaparecido, a sua igreja, e Lettie Lang, sua empregada. Nada para seus filhos e netos. A guerra está começando e a fúria aumenta quando é descoberto que o espólio de Seth passa de 20 milhões de dólares.

Jake, mais uma vez, está no olho do furacão. O jovem advogado tem que defender seu cliente, ao mesmo tempo que tenta rearrumar sua vida. Os filhos de Seth contratam advogados para contestar o testamento. O argumento é simples: o pai estava muito doente e tomando fortes medicamentos, por isso não estaria raciocinando com clareza. Além disso, o fato de Lettie ser negra e possuir uma família problemática, em um Mississippi racista e preconceituoso, não parece favorecer o caso para Jake.

Em A herança, John Grisham reafirma seu talento para contar histórias. Neste novo sucesso, o autor de bestsellers como A firma e O dossiê pelicano apresenta aos seus fãs uma história de vingança e perdão, com o ritmo único e a riqueza de detalhes que só ele é capaz. Repleta de surpresas e reviravoltas, os fãs se deliciarão com os personagens que reencontrarão na trama: além de Jake, os advogados Harry Rex Vonner e Lucien Willbanks, e o xerife Ozzie Walls estão de volta nesta nova luta por justiça.

Com A herança, Grisham recupera temas que lhe são caros – como preconceito racial, reparação, valor da justiça – em mais um thriller de tirar o fôlego e encantar legiões de fãs.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Escritor John Grisham pede desculpa por comentários sobre pornografia infantil

Reuters

O autor norte-americano John Grisham pediu desculpas nesta quinta-feira por comentários que ele fez a um jornal britânico quando disse que nem todos os homens que olham para pornografia infantil devem ser enviados para a prisão e que as sentenças para esse tipo de crime eram duras demais.

Grisham, que está prestes a publicar outro thriller, fez os comentários para o Daily Telegraph enquanto discutia, em uma ampla crítica, o sistema judicial dos Estados Unidos e as suas altas taxas de prisão.

Partes da entrevista estavam disponíveis em vídeo no portal do Telegraph na quinta e o material completo vai ser publicado no sábado, disse o jornal.

Grisham também divulgou um pedido de desculpas em seu próprio website: "Qualquer um que machuca uma criança por prazer ou por lucro, ou que de qualquer maneira faz parte da pornografia infantil - online ou de qualquer outra forma - deve ser punido conforme dita a lei", ele disse.

Na entrevista publicada, Grisham define uma distinção entre quem vê pornografia infantil e os pedófilos que fisicamente abusam de crianças.

"Há tantos 'criminosos sexuais' - é assim que são chamados - que eles são colocados na mesma prisão. Como se eles fossem um bando de pervertidos ou algo assim - milhares deles", disse. "Nós ficamos malucos com o encarceramento."

Grisham, que vendeu mais de 250 milhões de livros desde a publicação de "A Time to Kill" (Tempo de Matar) em 1988, afirma em outro momento: "Temos prisões cheias de homens da minha idade, homens brancos de 60 anos que nunca machucaram ninguém, que nunca tocaram uma criança... Mas eles foram online em uma noite e começaram a navegar, provavelmente beberam demais ou qualquer coisa assim, apertaram os botões errados, foram longe demais e acabaram dentro de pornografia infantil".

(Reportagem de Michael Holden em Londres e Eric Kelsey em Los Angeles)

domingo, 27 de julho de 2014

Paul Auster, Stephen King e John Grisham entre os 900 escritores que estão contra a Amazon

Nova carta questiona o comportamento do gigante do comércio na Internet perante a editora Hachette, com a qual trava um braço-de-ferro desde Maio.

Joana Amaral Cardoso | Público


Já é longa a batalha entre a Amazon e a editora Hachette e, passados quase três meses de braço-de-ferro, surge uma nova lista de escritores – e são 900 nomes – que se junta à campanha mobilizada há semanas por personalidades como Stephen Colbert e que critica o gigante da venda online. Entre os escritores que censuram a atitude da Amazon nesta querela que está afetando os consumidores americanos estão Paul Auster, Stephen King, John Grisham, Joshua Ferris ou Siri Hustvedt.

A eles juntam-se Karen Joy Fowler, Philip Pullman, Donna Tartt, James Patterson ou muitos mais nomes menos conhecidos (e até estreantes) da literatura, todos contra aquilo que já em Junho era considerado "bullying" por parte da Amazon, que estará a pressionar a quarta maior editora dos EUA, a Hachette, a aceitar novos termos contratuais no que toca à venda e margens de lucro de ebooks (os detalhes do diferendo não são públicos, mas estima-se que se trate de uma passagem de 30 para 50% de receitas para a Amazon). Essa pressão é exercida, no que ao mercado toca, com o não restabelecimento de estoques de livros da Hachette, com entregas mais demoradas, ausência de descontos ou a impossibilidade de fazer pré-encomendas.

Os termos usados agora pelas centenas de escritores que se juntaram ao protesto iniciado em Junho são similares aos dos primeiros detratores da atitude do maior livreiro online do mundo: ao Guardian, o escritor americano Douglas Preston, mobilizador deste novo protesto, fala de “comportamento rufia” da Amazon. Preston anuncia que pretende publicar uma carta em página inteira no The New York Times (à semelhança do que foi feito há semanas sobre o mesmo tema), assinada por todos os grandes nomes que conseguiu reunir em torno do caso – algo que considera inédito. “Sentimo-nos traídos porque ajudamos a Amazon a tornar-se uma das maiores empresas do mundo.”

Os escritores diretamente afetados por serem editados pela Hachette e suas chancelas -  e que vão de J.K Rowling a J.D. Salinger, passando por Colbert ou Malcolm Gladwell - estão recebendo apoio de autores que não são representados pela editora em causa. “Pensávamos que tínhamos uma parceria relativamente boa mas na última meia dúzia de anos o comportamento empresarial da Amazon não tem apoiado, de todo, os autores”, diz ainda Preston. A Amazon, por sua vez, responde através de uma porta-voz que afirma que o escritor “devia ouvir os leitores” que, segundo ela, “expressaram claramente uma preferência por ebooks com preços abaixo dos dez dólares”.

Do outro lado da barricada, uma petição foi lançada por um escritor independente em que se pede que seja a Hachette e não a Amazon a boicotada (Stephen Colbert encabeçou no seu programa de televisão uma campanha em que pede que não se comprem livros no site de Jeff Bezos), por ser a editora que quer que os leitores paguem mais para ganhar uma maior parte dos lucros, enquanto paga menos aos escritores. A petição tem mais de 7400 assinaturas.

A 27 de Maio, a Amazon disse no seu fórum de clientes não estar “otimista” quanto à resolução do diferendo em breve, sublinhando que as negociações serão “em prol dos clientes” e que a situação afeta apenas 11 em mil dos seus produtos – e recomendou mesmo aos seus  clientes que adquiram o que procuram na concorrência. 

Para hora, este braço-de-ferro afeta apenas os Estados Unidos, onde a Amazon controla 65% do mercado de livros eletrônicos, mas vários especialistas temem que a raiz do problema se venha a refletir e ramificar em outros mercados pelo mundo.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

John Grisham revela capa de novo livro

O autor best-seller John Grisham revelou nesta quarta-feira a capa de Gray Mountain, seu próximo romance.

"Pensei que vocês gostariam de dar uma olhadinha na capa de Gray Mountain, meu novo thriller legal, antes de todo mundo", escreveu o autor no Facebook. "Se você gostar, compartilhe-o. Quando chegarmos a 5000 curtidas, então vocês poderão ler o primeiro capítulo. "

O livro, que será lançado nos Estados Unidos em 21 de Outubro, situa-se no grande recessão de 2008a, apresenta a associada Samantha Kofer, que após perder seu emprego no maior escritório de advocacia de Nova York, acaba trabalhando como estagiária não remunerada de um clínica de assistência jurídica na cidade de Appalachia, onde pela primeira vez confronta clientes reais com problemas reais, porém, ela também ser depara com segredos que nunca deveriam ter sido desenterrados das profundezas da montanha.

Segundo a Nielsen BookScan, Grisham já vendeu 12.380.941 de cópias de seus livros somente os Estados Unidos, tanto para adultos como para jovens. Seu último romance adulto, Sycamore Row, vendeu até o momento 110.699 cópias.




A Grande Recessão de 2008 deixou muitos jovens profissionais fora do mercado de trabalho. Carreiras promissoras foram subitamente eliminadas em bancos, fundos de ações, e escritórios de advocacia envolvidos em um brutal aperto de cintos. Samantha Kofer era uma associada de terceiro ano na Scully & Pershing, a maior firma de advocacia de Nova York. Duas semanas depois da Lehman Brothers entrar em colapso, ela perde o emprego, sua segurança e seu futuro. Uma semana depois, ela começa a trabalhar como estagiária não remunerada em uma clínica de assistência jurídica na pequena cidade de Appalachia. Lá, pela primeira vez em sua carreira, ela foi confrontada com clientes reais com problemas reais. Ela também tropeça em segredos que deveriam ter permanecidos enterrados nas montanhas para sempre. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O melhor e o pior de John Grisham


O filme “A Firma”, com Tom Cruise, foi o primeiro livro de John Grisham adaptado para cinema. Este filme teve uma grande repercussão comercialmente e de críticas também. Tanto que a popularidade do autor não só tornou o nome dele conhecido, mas também inaugurou uma era de filmes no estilo “Thriller”. Grisham é  considerado o rei do gênero e seus primeiros sete romances foram todos transformados em filmes, sem que o gênero saísse de moda.

Aqui vai a lista de seus filmes, listados como as melhores adaptações a até as piores.

O homem que fazia chover 1997

Francis Ford Coppola dirigiu esta pequena obra prima, que fala sobre um jovem advogado (Matt Damon), que ao realizar um trabalho Pro bono, assume o caso contra uma grande companhia de seguros de saúde corrupta. Ao mesmo tempo resgata uma jovem mulher (Claire Danes) de seu marido violento. Não vamos esquecer também a participação de Danny deVito, que traz um tom a mais para o filme. É o tipo de história que aquece os corações graças à direção e atuação primorosas, sem pingo de dúvida.

A Firma 1993

Tudo começa com o personagem de  Tom Cruise tornando-se o mais novo membro de um importante escritório de advocacia. Tudo seria uma maravilha, um sonho de carreira e trabalho, se ao descobrir que a empresa dos sonhos é comandada por advogados corruptos.

Até o personagem achar um meio de escapar à trama sórdida tecida por seus chefes e colegas, conta com a astúcia de poucos. Um filme digno de reviravoltas surpreendentes, é um dos melhores filmes no estilo Thriller. Holly Hunter tem uma boa atuação juntamente com Gary Busey, também realizando um bom trabalho.

O Cliente  1994

Susan Sarandon ganhou uma indicação ao Oscar com este filme, que narra a história de uma advogada durona chamada Reggie Love, que assume um caso complicado, que envolve um menino procurado pela máfia. O menino é ameaçado pela máfia pois ele é o único que sabe o paradeiro do corpo de um senador assassinado. Conta também com participação de Mary-Louise Parker, cujo personagem foi baseada em sua mãe.

O Dossiê Pelicano 1993

Julia Roberts e Denzel Washington protagonizaram este filme que fala sobre uma jovem estudante de Direito que provoca uma comoção entre camadas da direção política ao revelar uma conspiração do governo que levou aos assassinatos de dois juízes da Suprema Corte.

Brilhante, para dizer pouco, de um Thriller que considerado um dos mais legais do gênero. Ele oferece um enredo surpreendente, realista e além de contar com a atuação de suas duas estrelas principais, que na época estavam em ascensão, antes de se tornarem grandes nomes  no cenário cinematográfico.

Tempo de Matar  1996

Depois de chamar atenção com seu primeiro livro adaptado para o cinema (A Fima), a história neste filme baseia-se na história do livro de Harper Lee, To Kill a Mocking Bird. Trata-se de relações inter-raciais no Sul estadunidense, tornou um sucesso de bilheteria. É claro que, ao mesmo tempo que inclui as grandes atuações de Matthew McConaughey e Samuel L. Jackson, é também conta com o desconfortável apoio da justiça vigilante, e é um tratado muito imaturo sobre a raça.

O Júri 2003

Gene Hackman retorna nesse segundo filme de Grisham, com um elenco igualmente impressionante (John Cusack, Dustin Hoffman e Rachel Weisz), desta vez com a história sobre uma fraude, que tentam vender o veredito de um grande caso (no filme anterior com Hackman, era contra indústria de tabaco; aqui é contra um fabricante de armas de fogo).

A Armação 1998

Baseado no manuscrito não publicado, o filme conta com um elenco com nomes conhecidos (Kenneth Branagh, Robert Duvall, Daryl Hannah e Tom Berenger) e com a direção do lendário Robert Altman. O resultado é um filme  dito “saco de gatos”, principalmente porque os produtores editaram o filme contra a vontade de Altman. Com isto praticamente destruiu um filme que poderia trazer mais um grande sucesso a Grisham.

O Segredo  1996

John Grisham, que estava se dando muito bem com as adaptações de seus livros para o cinema na época (A Firma, O Dossiê Pelicano), não se preocupou em terminar de escrever “A Câmara de Gás” antes de vender os direitos do filme. O resultado é que boatos que rodeiam esse filme é que não se assemelha em nada ao livro original.

por Tayler Coates
Versão Torrente Literária

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Zac Efron vai produzir e estrelar adaptação de livro de John Grisham

O ator vai substituir Shia LaBeouf, que deixou o projeto de 'O Negociador'


O ator Zac Efron no Festival de Toronto 2013, no Canadá (Alberto E. Rodriguez/Staff/ Getty Images)

Veja

Zac Efron vai produzir e estrelar a adaptação do romance O Negociador (Rocco), best-seller escrito pelo americano John Grisham, segundo o site da revista The Hollywood Reporter. Efron vai interpretar um estudante de direito da Universidade de Yale que é chantageado por criminosos a trabalhar em um dos maiores escritórios de advocacia do mundo para espionar a empresa.

O ator vai produzir o filme junto com Doug Wick e Lucy Fisher, responsáveis pelo longa distópico Divergente. Segundo fontes ouvidas pelo site, os produtores estão buscando um roteirista. Os direitos de adaptação de O Negociador foram comprado pelos estúdios Paramount em 2008. O longa deveria ser estrelado por Shia LaBeouf, que deixou o projeto. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Meu preferido de John Grisham: O Último Jurado



por Teca Machado

Um dos autores que eu mais vejo livros na estante do meu pai desde bem pequena é o americano John Grisham. Seus livros têm como tema central em quase todos os casos Direito e advocacia (Mas tem dois que não são e eu adoro: Esquecer o Natal e Jogando Por Pizza. Depois comento no blog). Quando eu tinha uns 13 anos, li dele O Testamento. Achei um saco. Mas hoje vejo que achei chato na época porque não entendi direito, haha. Demorei alguns anos a querer ler alguma obra dele de novo. Mas quando comecei outra vez, lá pelos meus 20 anos, me apaixonei pelo autor e li vários livros, sendo um dos meus preferidos O Último Jurado.

Eu disse que as obras são sobre Direito, mas se você não gosta do tema, não se preocupe. Eu mesma odeio (Desculpa, advogados! Mas na faculdade eu tive um semestre de aula de Introdução ao Direito e queria me jogar pela janela da sala todas as vezes que ela começava). Só que os livros do John Grisham são muito bons. Não do tipo que fica complicando com linguagem jurídica, nem nada. Acontece que os personagens geralmente são advogados, ou estão envolvidos em um julgamento, ou estão resolvendo questões de testamentos, ou estão fazendo algo ilegal e outras situações assim. Nada maçante, prometo. Tanto que vários livros do autor já viraram filme. Os mais conhecidos são A Firma, com um Tom Cruise bem novinho em 1993, e O Júri, com John Cusack, Gene Hackman, Dustin Hoffman e Rachel Weisz.

Em O Último Jurado o protagonista nem ao menos é advogado. É um jornalista. Na história que se passa nos anos 1970, Willie Traynor, veio de uma cidade grande para a minúscula Clanton, no Estado do Missisipi. O rapaz de 23 anos compra o jornal local, que é praticamente falido e conhecido apenas pelos seus obituários. 

John Grisham

Logo que Willie começa a trabalhar, o Condado de Ford, região onde a cidade está, é abalado pelo estupro e assassinato de uma viúva que criava sozinha seus dois filhos. O jornalista faz reportagens sobre todos os pontos do caso. O suspeito é Danny Padgitt, membro de uma família que há gerações toca o terror em Clanton. Eles fazem todo o tipo de atividades ilegais, mas mesmo assim nunca foram presos ou condenados por nada. Pela primeira vez a situação está contra os Padgitt e o homem é preso. Quando sai a sua condenação, ele ameaça todos os jurados do caso e promete se vingar quando sair da detenção. Dez anos mais tarde Danny é solto e a cidade inteira está amedrontada.

Além de abordar o caso do julgamento, O Último Jurado fala muito sobre segregação racial no sul dos EUA nos anos 1970 e mostra que, mesmo com todo o racismo, havia gente revolucionária que queria acabar com isso, tanto negros quanto brancos. Willie faz amizade com uma família de um bairro tipicamente de negros e fica muito ligado à matriarca, que, apesar das dificuldades financeiras e do preconceito conseguiu formar e tornar PhDs sete dos seus oito filhos.

Várias obras do autor

O Último Jurado é um livro que te prende a atenção e, quando você percebe, já terminou as suas 392 páginas sem nem ao menos ter percebido que haviam sido tantas. Tem suspense, amizade, investigação, traição, corrupção e o leitor entra na história, fica louco para saber como é o final de tudo. Eu mesma fiquei com medo do Danny Padgitt, haha.

John Grisham é mestre no que faz. Não é a toa que já lançou 34 livros e vendeu até 2012 mais de 275 milhões de cópias ao redor do mundo. Quem sabe um dia eu chego lá.

Recomendo.

Visitem o blog da Teca Machado: Casos, Acasos & Livros