segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Série reencontra personagens de "A Firma" após dez anos

Elisangela Roxo / F5


O advogado engajado Mitch McDeere e o seu sonho de praticar um direito relevante para a sociedade estão de volta. Desta vez, na TV.


Veja galeria de fotos dos bastidores da nova série


Ele surgiu em 1991 no livro "A Firma", do autor de thrillers judiciais John Grisham --que escreveu também "O Dossiê Pelicano" e "O Cliente". Voltou em 1993 no filme homônimo, estrelado pelo então jovem galã Tom Cruise e dirigido por Sidney Pollack (1934-2008).


Agora, caberá a Josh Lucas (de "Instinto de Vingança" e "Poseidon") encarnar McDeere na série a ser exibida no Brasil no AXN.


Divulgação
Elenco da série "The Firm", que tem pré-estreia em fevereiro no canal AXN


A nova história se inicia dez anos após a conclusão do filme --e isso é tudo o que se relaciona à produção cinematográfica original.


Para a produtora Helen Shaver, trata-se do momento ideal para "ressuscitar" McDeere e estrear a série. "O idealismo dele é atemporal e se torna ainda mais relevante no momento em que temos um movimento como o 'Ocupe Wall Street'", opina.


McDeere passou os últimos dez anos fugindo da firma de advogados, fachada de uma organização criminosa, que o engambelou.


Ele continua casado com a professora Abby (antes Jeanne Tripplehorn, agora Molly Parker), e o par teve uma filha (Natasha Calis).


Ray, seu irmão de índole duvidosa (David Strathairn no filme, Callum Keith Rennie na série), segue acompanhando a família, assim como a namorada dele, Tammy (Holly Hunter foi indicada ao Oscar pelo papel que agora é de Juliette Lewis).


Essa última também é secretária do pequeno escritório que McDeere montou depois de dar fim às constantes mudanças de endereço --sua fuga desenfreada era o ponto de partida da trama.


Enquanto tenta manter em ordem sua vida pessoal, McDeere vai se envolver em casos diferentes a cada episódio --num modelo que o público já conhece de outras séries jurídicas.


John Grisham, que assinava o roteiro para o cinema, é agora produtor-executivo da série escrita por Lukas Reither (de "Law and Order").


No episódio piloto, de duas horas, ele vai defender um adolescente negro acusado de matar um colega na escola. O drama gira em torno da decisão da Justiça em julgá-lo ou não como um adulto, uma questão recorrente nos tribunais dos EUA.


A produção marca a estreia de Josh Lucas na televisão. A decisão de aceitar o convite para estrelar "A Firma" foi baseada na projeção que a TV americana dá hoje à carreira de um ator. "Fiz tantos papéis importantes no cinema que ninguém viu", lamenta.


A experiência de integrar um júri fora dos sets, antes de ser sondado para o programa, pesou. "A coisa mais dramática que já fiz na vida foi presenciar um julgamento num tribunal. Ali, notei que as pessoas podem usar a lei para lutar pela vida", filosofa o ator.


Molly Parker diz que seu interesse em "A Firma" surgiu do fato de sua personagem fugir do estereótipo da esposa subserviente, cordata. "Sempre tentei evitar fazer esse tipo de papel. Ela é o centro moral da família, à maneira de John Grisham, apaixonada pelo marido, mas não é nem boa, nem má", conta.


Para ela, o jogo de esconde-esconde que dispara o enredo dá verossimilhança à saga do advogado. "Não sei se podemos escapar ou não do passado na vida, mas é impossível mudar o jeito das coisas, e os McDeere têm de lidar com isso."


COM LEGENDAS


Apesar da tendência crescente dos canais brasileiros de exibir a programação dublada, o AXN garante que a primeira temporada estreia legendada no Brasil.


"Acho que a dublagem faz o espectador perder um pouco das sutilezas do trabalho do ator, mas entendo que algumas pessoas prefiram assim", comenta Parker.
Lucas pondera: "Muitas vezes, o trabalho de um dublador pode até melhorar o que fez o ator".


A série tem pré-estreia no Brasil prevista para 19 de fevereiro, em horário a ser definido. A partir de 10 de abril, vão ao ar capítulos regulares da primeira temporada.


Nos EUA, a estreia será em 8 de janeiro, no horário nobre do canal aberto NBC, na faixa que um dia foi de "ER" ("Plantão Médico").


A jornalista ELISANGELA ROXO viajou a convite da Sony

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