quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Veja quem é escritor mais bem pago do mundo


Forbes revela que livros de James Patterson ganhou mais do dobro do que a segunda classificada, Danielle Steel

TVI / Portugal

James Patterson é o escritor mais bem pago do mundo, graças aos seus populares livros de suspense, que lhe renderam no último ano 58,6 milhões de euros, segundo uma lista divulgada esta quinta-feira pela revista económica Forbes.

Patterson, que construiu um autêntico império literário com os seus romances e outros produtos, como adaptações para televisão ou banda desenhada, ganhou de Maio de 2010 a Abril de 2011 mais do dobro que a segunda classificada da lista, a autora de romances românticos Danielle Steel, que arrecadou 24,4 milhões de euros.

Num período complicado para o mercado do livro, devido à queda das vendas de exemplares em papel, Patterson ganhou nestes meses mais 9,7 milhões de euros que um ano antes, quando ocupava já o primeiro lugar da lista elaborada pela revista de economia norte-americana.

A Forbes reconhece que «o tempo dourado do mundo editorial terminou», embora os autores mais vendidos «não tenham ficado exactamente feridos, já que há inclusive quem tenha mais lucros que nunca», por ter apostado em força no mercado dos livros electrónicos e por «diversificar de forma agressiva as suas marcas em contratos multimédia e licenças de todo o tipo».

Os autores mais ricos têm em comum uma inclinação pelos enredos de fantasia ou mistério, mas também a habilidade para criar sagas e produtos derivados, como adaptações para o cinema e para a televisão.

É o caso do autor que ocupa o terceiro lugar da classificação: Stephen King, que escreveu títulos tão conhecidos como «Carrie» e «The Shining» e é um dos mais adaptados ao pequeno e ao grande ecrãs, e que obteve a medalha de bronze desta lista com os 19,5 milhões de euros que arrecadou no período estudado.

Seguem-se-lhe a autora de livros de mistério Janet Evanovich, com 15,3 milhões de euros, e Stephanie Meyer, que ganhou 14,6 milhões, graças às vendas dos romances de vampiros da popular saga «Crepúsculo» e das respectivas versões cinematográficas.

O autor da saga juvenil «Percy Jackson e os Deuses do Olimpo», Rick Riordan, obteve também 14,6 milhões de euros, ao passo que Dean Koontz arrecadou 13,2 com os seus livros de mistério em que mistura aspectos de terror com ficção científica.


John Grisham, conhecido pelos seus romances de intriga judicial, embolsou 12,5 milhões, com os quais ocupa o oitavo posto, antes de Jeff Kinney, que concebeu a bem-sucedida série de livros «O Diário de Greg», com 11,8 milhões de euros.

Nicholas Spraks, autor de romances românticos, ganhou 11 milhões de euros entre Maio de 2010 e Abril deste ano, mais que o autor seguinte da lista: Ken Follett, cujos romances históricos e de mistério lhe renderam 9,8 milhões de euros.

Completam a lista da Forbes Suzanne Collins (sete milhões de euros) e a criadora das aventuras de Harry Potter, J.K. Rowling (3,5 milhões de euros). No entanto, os seus lucros podem disparar a partir de Outubro próximo, segundo a Forbes, quando se puser em marcha «Pottermore», uma página da internet em que haverá uma loja virtual com material inédito baseado no mundo do jovem mago, além de videojogos e outros conteúdos.

A Forbes explicou que elaborou esta lista - este ano, composta por 13 nomes - baseando-se em números de vendas recolhidos pela Nielsen Bookscan, nos dados divulgados pelas editoras na revista Publishers Weekly e em várias informações obtidas de «numerosos agentes e editores».

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The World's Highest-Paid Authors

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Matando John Grisham

nytheatre.com review

FringeNYC Festival Review
Nat Cassidy

Pictured: J.H. Smith III, Molly Anne Coogan, and Matthew Tully Brown in Killing John Grisham (photo © Mandy Menaker)

For the first three years of my New York City life, I spent nearly every day working at the downtown independent bookstore Shakespeare & Company, first on the floor and then in the stockroom as the shipping and receiving manager. I was surrounded by books, I got to discuss literature all day long, I made less money than any sane person should be satisfied to live on, and I equally loved and loathed every second of it. If playwright Jack Moore doesn’t have a similar job lurking somewhere down in his curriculum vitae, I’d be stunned—his Killing John Grisham is a witty, clever play that, while touching upon many issues and ideas, is in the end a loving/loathing paean to that particular circle of Dantean retail hell: bookstore employment.

Acted gamely by a young cast (all seemingly in their early-to-mid-twenties excepting Christopher Cartmill as John Grisham himself, who functions as the only adult in the room while bringing a beautifully paternal-yet-smarmy aloofness to the arguably egregiously-popular author), Moore’s play centers on three workers at Shakespeare and Shaw Bookstore: Michael, the quiet new guy who’s content to do his job and then read on the floor; Kevin, the know-it-all, literarily elite smartass who can’t even pay James Joyce a compliment without adding some editorial disclaimers; and Josh, the put-upon manager, who’s spent the past three years working on a novel that he’s finally letting people read, despite an overwhelming fear of its inadequacies.

It turns out his fears are misplaced—even Kevin (played with an enjoyable, preening charm by J.H. Smith III) thinks the book is fantastic, and he “hates everything!” However, complications arise when everybody’s favorite purveyor of formulaic legal thrillers, John Grisham, comes to the store to give a reading of his newest potboiler and then, a few months later, publishes a novel with a different (better?) title but the exact content as Josh’s deeply personal masterpiece. Throw in an erratically violent underside to one of the bookstore employees and next thing you know, Josh and company have an increasingly worsening situation on their hands.

The first act of the show is an utter delight. The dialogue is snappy, the dynamics are effervescent and intelligent, and the plot devices that are set up are rife with promise (the moment when Josh, Michael, and Kevin realize what Grisham has done is especially beautifully played).

The second act, while having its share of laughs and good lines, is ultimately a bit of a letdown, as the plot almost seems to get in the way of what Moore and director Nicole A. Watson want their characters to experience emotionally. The resolution of Josh’s girlfriend Rebecca’s journey, in particular, comes across slapdash, and I was left unsure as to what the piece was finally trying to leave us with—whether a lesson had been learned or another Grisham-like monster had been created. I’m all for ambiguity, but it seemed to arise more from tonal inconsistencies than intent.

Still, Watson’s direction keeps things going at a good pace and she moves the ensemble well through Raphael Mishler’s simple but exact and effective set. Toby Jaguar Algya’s sound design is a great complement to the action on the stage and the lighting by Greg Solomon ably and smartly utilizes the Festival’s limited lighting options to excellent effect. I can easily recommend this FringeNYC installment for its good humor, great promise, and wonderful evocation of a world some of us might know all too well. And if there’s a show that better uses references to The Firm this year, I’d like to see it.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Resenha do livro 'A Confissão'


Uma líder de torcida assassinada, uma estrela de futebol falsamente acusado e um maníaco sexual condenado com a consciência pesada, estes são os ingredientes/personagens de mais um 'thriller jurídico alucinante' de John Grisham.

Em 'A Confissão' (Rocco), o autor faz um crítica veemente ao sistema da pena de morte, vigente em alguns Estados americanos, utilizando personagens que devem ficar na lembrança de seus leitores por um longo período.

O tempo corre, e os leitores tem a impressão de ouvir o tic-tac de uma bomba relógio prestes a explodir durante o desenrolar do trama, onde nos deparamos com importantes 'confissões'. Uma tomada por coação do jovem negro do Texas, Donté Drumm, a outra feita pelo estuprador em série, Travis Boyette, ao Reverendo Keith Schroeder, iniciando a partir daí uma incansável busca para tentar provar a inocência de Donté, e impedir sua execução no corredor da morte.


Personagens principais

Donté Drumm
Estrela do time de futebol da escola. Condenado injustamente.

Roberta Drumm
A Mãe sofredora sempre na esperança que verá seu filho livre e inocentado.

Nicole Yarber
A jovem líder de torcida, cujo personagem Donté foi acusado de estupro e morte.

Reeva Yarber
Mãe da menina que é apresentada como uma mulher que só gosta de aparecer.

Travis Boyette
Maníaco estuprador, alega estar em estado terminal, e decide procurar o reverendo Keith para 'confessar' o crime.

Robbie Flak
Advogado que trabalha incansavelmente para provar a inocência de Donté.

Reverendo Keith Schroeder
Pastor luterano, torna-se auxiliar e uma espécie de cúmplice de Boyette.

Joey Gamble
Testemunhou falsamente contra Donté.


OBS: O título (The confession), atualmente é o 4º livro mais vendido dos Estados Unidos na lista dos 150 top-selling do USA Today. (livros mais vendidos deste seu lançamento)
 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

'A Confissão' [1]


Nicole não tinha histórico de problemas emocionais, distúrbios alimentares, comportamento errático, cuidados psiquiátricos ou uso de drogas. Elas simplesmente desaparecera. Sem testemunhas. Sem explicações. Nada. Vigílias de oração em igrejas e escolas aconteciam ininterruptamente. Uma linha especial foi criada e houve uma enxurrada de telefonemas, mas nenhum se mostrou convincente. Foi criado um site na internet para monitorar as buscas e conter fofocas. Especialistas, reais e falsos, foram à cidade oferecer conselhos. Um médium apareceu sem ser convidado, mas deixou a cidade quando ninguém se dispôs a pagar. Enquanto as buscas se arrastavam, as fofocas se multiplicaram, com a cidade não falando em quase mais nada. Um carro de polícia ficava parado 24 horas por dia diante da sua casa, aparentemente para fazer a família se sentir melhor. A única emissora de televisão de Slone contratou outro foca para descobrir tudo. Voluntários vasculhavam a região, com a busca se estendendo ao interior. Portas e janelas foram trancadas. Pais dormian com as armas nas mesinhas de cabeceira. Crianças pequenas eram vigiadas atentamente pelos por pais e babás. Pregadores modificaram seus sermões para reforçar seus ataques ao mal. A polícia deu entrevistas diárias na primeira semana, mas quando se deu conta de que não tinha nada a dizer, começou a pular alguns dias. Estavam esperando, contando com uma pista, um telefonema inesperado, o informante interessado no dinheiro da recompensa. Rezavam por um golpe de sorte.

Trecho do livro 'A Confissão', p. 24,  de John Grisham (Editora Rocco)