segunda-feira, 14 de março de 2011

Um menino que mais parecia um advogado

Theodore Boone - aprendiz de advogado’ é o novo livro de John Grisham e marca o retorno do escritor aos romances de julgamento

“(...)O garoto acha que é um advogado. Conhece todos os policiais, todos os funcionários do tribunal. Vive entrando e saindo das salas de audiência. Provavelmente conhece mais o Direito que muitos advogados”.

Theodore Boone – Aprendiz de Advogado. John Grisham. Tradução de Ana Deiró. Editora Rocco. 304 páginas. R$29,90.

Este é o primeiro romance juvenil de Grisham, destacado autor de histórias jurídicas, com vários sucessos editoriais, muitos deles transformados em filmes famosos como O Dossiê Pelicano, A Firma, O Júri e Tempo de Matar. Publicou 23 livros. Mas, aqui, Grisham criou a figura ímpar de Theodore Boone, garoto de 13 anos, filho de pais advogados, que adora viver na Corte e acompanhar julgamentos.

A narrativa é feita em 3ª pessoa e tem como foco maior o momento em que Theo vai com o professor e seus colegas assistir a um comentado julgamento em sua pequena cidade — Strattenburg. Tudo gira em torno de Peter Duffy, cidadão residente em Wavefly Creek, acusado de matar Myra, sua esposa, visando ao recebimento do seguro de vida dela. Não há provas concretas, indubitáveis, quanto à culpa do Sr. Duffy.

Instala-se, com a conhecida mestria escritural de Grisham, um clima de suspense, no meio de um sem-número de informações jurídicas. Theodore está empolgado com todas essas ocorrências, muito curioso e com suspeita de que Duffy é realmente culpado. Apesar de sua pouca idade, Theo é conhecido por sua capacidade de acompanhar problemas policiais e para eles propor soluções, dentro do escritório dos seus pais, onde faz deveres de casa, ao lado de April, sua melhor amiga. E até ficou muito em destaque no caso em que conseguiu liberar um cachorro que foi recolhido pela tradicional carrocinha municipal.

Num dado instante, Julio, um colega de escola, revela a Theo algo muito sério, que deve ser mantido em segredo: o primo dele trabalha no condomínio onde ocorreu o assassinato e presenciou uma cena que pode mudar o curso desse rumoroso julgamento. Theo deverá contar o que ouviu? Ou, ardilosamente, deve desenvolver estratégias para facilitar análises e interrogações de investigadores e criminalistas?
A solução final é um tanto inesperada e leva ao clássico caminho de continuação da trama, inaugurando assim uma história seriada e, certamente, abrindo bases para a realização de um novo filme.

Enquanto, isso, com mais um êxito na carreira de escritor, John Grisham continua a exercer funções de diretor do Innocence Project, organização que defende prisioneiros inocentes em Nova York. Uma atividade que é, certamente, fértil campo de colheita para novos livros.

Fonte: O Fluminense

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