domingo, 21 de março de 2010

O Último Jurado


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1811-7
Páginas: 396
Ano de lançamento: 2004

Considerado pela revista Publishers Weekly o autor com maior número de bestsellers publicados na década de 90, John Grisham está de volta com mais um grande lançamento: em O último jurado, o mestre do thriller de suspense descreve o universo do crime no Mississipi dos anos 70. O último jurado deve repetir o sucesso de vendas dos demais títulos de Grisham, autor que já vendeu mais de cem milhões de exemplares só nos Estados Unidos e teve diversos de seus livros transformados em grandes sucessos no cinema – como O dossiê Pelicano e A firma. O romance chega ao mercado em dezembro, com o selo da editora Rocco.

É início dos anos 70 e os negros ocupam cada vez mais espaço nos estados racistas e conservadores do Sul dos Estados Unidos, como o Mississípi. O jovem Willie Traynor, nova-iorquino de 23 anos, assume o jornal local, o The Ford County Times, ávido por histórias de crime e suspense capazes de aumentar a tiragem do periódico. Protagonista da trama, Willie afirma: "Acho que é da natureza do negócio vender mais jornais depois de um crime brutal, quando as pessoas querem detalhes." E o crime acontece logo no início da narrativa. Uma jovem mãe é brutalmente estuprada e assassinada por um membro da notória família Padgitt. Willie Traynor noticia todos os detalhes macabros, e seu jornal começa a prosperar.

Filho de uma tradicional família da região, o assassino Danny Padgitt é julgado num tribunal lotado e promete vingança. Apesar de ter sido condenado à prisão perpétua, Padgitt é solto nove anos depois de proferida a sentença, quando recebe liberdade condicional. Ele volta, então, para o condado de Ford e começa a retaliação.

Além da trama de suspense, marca registrada de Grisham, O último jurado descreve ainda o cotidiano de um típico condado do Sul dos Estados Unidos. O autor relata o modo de vida da região, como na descrição de um prato típico da região apresentado ao jovem e urbano jornalista. "O que havia acontecido com a cerveja e a pizza? Por que aquelas pessoas comiam coisas tão repugnantes?", questiona Willie.

Constantemente, Willie se sente um estranho naquela terra de gente rude e desconfiada. O autor, aos poucos, aproxima o personagem daqueles que o cercam e faz com que ele perceba detalhes gratificantes, que o fazem repensar a vida e a relação com as pessoas. À medida que os anos passam e o pequeno condado ganha novos hábitos, Willie pára de se perguntar o que estava fazendo na cidade. Ele começa, inclusive, a freqüentar igrejas e também vai ao principal evento social da cidade. "Se você não comparecia a funerais, era considerado esquecido", afirma o protagonista.

Um dos aspectos mais interessantes do livro é a gradual aceitação do protagonista pelos moradores do condado, principalmente quando começa a aumentar a tiragem do jornal. O autor explora mais ainda a ironia e o bom humor ao promover o choque de culturas quando, por exemplo, Willie é praticamente forçado a aprender a atirar por um dos personagens mais interessantes da trama, o advogado Harry Rex, que ganha processos de divórcio tirando fotos de homens e mulheres adúlteros em flagrante.



2 comentários:

  1. Gostei muito do blog, parabéns

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  2. Li O último jurado por 2 vezes e nas duas encontrei delícias.
    Mais uma vez o final é surpreendente.
    Bjks

    Drica

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