domingo, 28 de março de 2010

Um Natal muito, muito Louco



Ficha técnica

Título original: Christmas with the Kranks
Gênero:Comédia
Duração:01 hs 34 min
Ano de lançamento:2004
Estúdio:Revolution Studios / 1492 Pictures / Skipping Christmas
Distribuidora:Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International
Direção: Joe Roth
Roteiro:Chris Columbus, baseado em livro de John Grisham
Produção:Michael Barnathan, Chris Columbus e Mark Radcliffe
Música:John Debney
Fotografia:Don Burgess
Direção de arte:Christopher Burian-Mohr
Figurino:Susie DeSanto
Edição:Nick Moore


Sinopse

Os Kranks sempre passaram o Natal juntos, mas este ano será diferente. Com Blair (Julie Gonzalo) trabalhando como voluntária no Corpo de Paz no Peru, Luther (Tim Allen) e Nora (Jamie Lee Curtis) já estão se conformando em ter que passar um Natal solitário. Até que Luther vê um cartaz exposto em uma agência de viagens, anunciando uma excursão ao Caribe. Ao fazer as contas Luther percebe que, caso sua família não tenha uma festa natalina, ele e Nora poderão viajar. Inicialmente relutante, Nora termina por concordar com a idéia. Porém ela não agrada os vizinhos do casal, principalmente após Luther decidir não colocar no telhado seu tradicional boneco de neve iluminado, o que pode fazer com que a rua em que mora não ganhe o tradicional concurso de decoração natalina. Após várias desavenças com os vizinhos, os Kranks são obrigados a mudar de planos quando Blair liga e avisa que poderá passar o Natal em casa com eles, dando-lhes apenas 24 horas para organizar tudo.

Elenco

Tim Allen (Luther Krank)
Jamie Lee Curtis (Nora Krank)
Dan Aykroyd (Vic Frohmeyer)
M. Emmett Walsh (Walt Scheel)
Elizabeth Franz (Bev Scheel)
Erik Per Sullivan (Spike Frohmeyer)
Cheech Marin (Oficial Salino)
Jake Busey (Oficial Treen)
Austin Pendleton (Papai Noel de guarda-chuva / Marty)
Tom Poston (Padre Zabriskie)
Julie Gonzalo (Blair Krank)
René Lavan (Enrique DeCardenal)
Caroline Rhea (Candi)
Felicity Huffman (Merry)
Patrick Breen (Aubie)
John Short (Ned Becker)
Bonita Friedericy (Jude Becker)
David Hornsby (Randy Becker)
Kevin Chamberlin (Sr. Scanlon)
Lyndon Smith (Randy Scanlon)
Ryan Pfening (Gus Scanlon)
Mark Christopher Lawrence (Wes Trogden)

Com informações do Adoro Cinema

sábado, 27 de março de 2010

O Inocente


Editora: Rocco
Tradução: Pinheiro de Lemos
ISBN: 85-325-2122-3
Páginas: 384
Ano de lançamento: 2006

John Grisham folheava o jornal quando se deparou com um título inusitado no obituário: Ronald Williamson, Libertado do Corredor da Morte, Morre aos 51 anos. Depois de ler o artigo por duas vezes, pensou que nem em seu momento mais criativo poderia conceber uma história tão rica. Começava ali uma longa jornada de pesquisas, entrevistas e viagens que resultariam em seu primeiro livro de não-ficção: O inocente, lançado agora no Brasil pela Editora Rocco e primeiro colocado no ranking dos mais vendidos do The New York Times.

Em 1971, Ron Williamson era o melhor jogador de beisebol de Oklahoma. Com personalidade forte e um talento inato para os esportes, Williamson estava em ascensão. Ao mesmo tempo que ganhava notoriedade por belas jogadas, ficava famoso por beber demais, usar drogas e envolver-se com muitas mulheres. O comportamento, junto com um braço lesionado, acabou lhe custando a carreira. Quando voltou para a cidade natal, Ada, em 1977, Williamson havia perdido tudo.

Da vida glamourosa, restavam apenas as bebedeiras, que acentuavam o comportamento maníaco-depressivo do ex-jogador. Ele não conseguia conviver com as pessoas, não parava nos empregos e não suportava morar por mais de três meses no mesmo lugar. Ele procurou ajuda mas, depois de algumas semanas, costumava abandonar os remédios e retornar à vida de bebidas, drogas, mulheres e problemas com a lei. Acusado de estupro por duas vezes, Williamsom tinha uma ficha na polícia preenchida por vários outros pequenos delitos.

Esse círculo vicioso foi interrompido em 1982, quando um assassinato ocorreu em Ada. A garçonete Debbie Carter foi encontrada morta. Três meses mais tarde, por razões que nem a própria polícia podia confirmar, Ron Williamson e seu amigo Dennis Fritz haviam se tornado os principais suspeitos do crime. A prisão ocorreu anos depois e um julgamento equivocado, com testemunhas que não tinham nada a dizer e delatores de dentro da própria cadeia, levou Williamson ao Corredor da Morte. Fritz foi condenado à prisão perpétua.

Enquanto eram realizadas as investigações do caso Debbie Carter, Ada sofreu mais um grande trauma. Outra jovem, a estudante Denice Haraway, de 24 anos, havia desaparecido. A polícia mostrou-se ainda mais "eficiente" nas investigações. Pouco mais de um ano após o desaparecimento de Denice, novamente com a ajuda de delatores e com a produção de dois depoimentos arrancados à força dos suspeitos, o tribunal de Ada mandava mais dois homens para o Corredor da Morte.

O Inocente - O ator George Clooney adquiriu os direitos do título - para a criação de um filme - através de sua produtora Smoke House. Previsão de lançamento em 2011


sexta-feira, 26 de março de 2010

John Grisham faz as pazes com os livros eletrônicos

Autor se dizia contrário à tecnologia mas cede suas 23 obras para o formato digital

Ederli Fortunato

Depois de declarar ser contrário ao livro digital, John Grisham autorizou a venda de edições eletrônicas de seus livros.

Em uma entrevista ao Today Show da NBC em 2009, o autor de A Firma e O Júri havia dito que os descontos das grandes redes e o advento do livro eletrônico seriam um desastre a longo prazo para editoras, livrarias e autores. Para o escritor, que iniciou a vida como advogado, o novo cenário levaria ao desaparecimento de editoras e livrarias, dificultando o surgimento de novos autores. O que não se sabe é se Grisham mudou de opinião ou foi convencido pela realidade do mercado.

A autorização de Grisham para venda de edições eletrônicas atinge todos os seus 23 títulos, que já venderam 250 milhões de volumes em todo o mundo e serviram de base para vários filmes. O diretor da Knopf Doubleday Publishing Group, Sonny Mehta, comemorou o novo acordo com Grisham como a oportunidade de criar uma nova geração de leitores para o autor.

A popularização das edições eletrônicas, apoiada pelo lançamento dos leitores Kindle (Amazon), Nook (Barnes and Noble) e Kobo (Borders), entre outros, iniciou uma batalha entre editoras, autores e livrarias sobre a divisão de royalties. Em meio à luta, a editora Random House anunciou que faria uma nova interpretação dos contratos fechados antes de 1994 para garantir seus direitos às edições eletrônicas. Em resposta, o sindicato Authors Guild defendeu que os escritores que possuíam contratos antigos mantinham a propriedade do direito autoral sobre um tipo de edição que não existia quando assinaram seus contratos.

Surgiram, também, preocupações quanto à pirataria de livros. O sucesso do novo formato, no entanto, pode ser medido pelo aumento nas vendas, que atingiram mais de 55 milhões de dólares no final de 2009 segundo o Digital Publishing Forum, o triplo do mesmo período em 2008.

Fonte: Omelete

quinta-feira, 25 de março de 2010

Jogando por Pizza


Editora: Rocco
Tradução: Pinheiro de Lemos
ISBN: 9788532522771
Páginas: 292
Ano de lançamento: 2007

Rick Dockery era um perdedor nato. Terceiro reserva do time de futebol americano Cleveland Browns, ele errou três vezes nos últimos 11 minutos da partida contra o Denver Broncos e tirou de sua equipe a chance de participar do Super Bowl. Com o apelido de “maior mico do futebol americano de todos os tempos”, só resta a Rick partir para outra. E ele escolhe a Itália como destino. Em Jogando por pizza, John Grisham surpreende o leitor com uma viagem de descoberta dos prazeres e sabores da Itália e prova que, nos tribunais ou em campo, ele é um insuperável contador de histórias, responsável por mais de 250 milhões de exemplares de livros vendidos em todo o mundo.

Antes de ser levado à região da Toscana, o leitor é apresentado ao protagonista Rick Dockery. Depois de permanecer apagado em uma cama de hospital por mais de 24 horas por conta de uma concussão, Rick descobre que é um jogador condenado a amargar o eterno anonimato, banido dos campos para sempre. Seu empresário, Ernie, tenta ao máximo recolocá-lo em um time da segunda divisão da liga. Depois de dezenas de telefonemas mal-sucedidos, ele consegue uma vaga para Rick no Panthers. Não o Carolina Panthers, dos Estados Unidos, mas sim o italiano Parma Panthers.

Sem saber nada do novo país e sequer uma frase de italiano, Rick chega à cidade como uma promessa. Para os Panthers, pouco interessa se o novo quarterback é o maior desastre da liga nacional norte-americana, pois ali ele é infinitamente superior a qualquer um dos jogadores que já tiveram. E eles esperam ganhar nada menos que o Super Bowl italiano. Deixando a frustração de lado, Rick vai aos poucos conhecendo melhor a cidade, a maneira como os italianos encaram a vida e, principalmente, as comidas parmigianas.

Grisham explica no epílogo do livro que o Parma Panthers realmente existe e faz parte da liga italiana de futebol americano. Apesar de não alcançar a divulgação que tem o futebol tradicional, o futebol americano na Itália tem fãs apaixonados e times que lutam de verdade para conquistar o campeonato. Para apurar os detalhes das partidas, dos longos jantares dos jogadores e da rotina de uma cidade como Parma, o autor contou com preciosas ajudas do time verdadeiro, dos jogadores americanos que vivem lá e dos próprios italianos.

Na passagem por Parma, o escritor foi o convidado de honra do prefeito na apresentação de Otelo, no Teatro Régio – experiência retratada no livro. Com tom leve e mostrando um pouco do que há de melhor na Itália, Grisham conduz o leitor num passeio por belas cidades, restaurantes e locais históricos, além de mostrar a integração de um típico norte-americano ao estilo italiano de viver. Assim, vai valer muito a pena ficar longe dos tribunais por uma temporada.

Jogando por Pizza - Os direitos para o filme foram adquiridos pela Phoenix Pictures, Adam Shankman foi indicado como diretor. Previsão de lançamento em 2010


quarta-feira, 24 de março de 2010

O Corretor



Editora: Rocco
Tradução: A. B. Pinheiro de Lemos
ISBN: 85-325-1811-7
Páginas: 360
Ano de lançamento: 2005

Basta começar a ler para não conseguir mais parar. Os livros de John Grisham, um dos escritores mais lidos nos Estados Unidos, são assim: recheados de tramas mirabolantes e de personagens envolventes, fazem com que seus leitores percam o fôlego tentando devorar todas as páginas de uma só vez. Sua obra mais recente, O corretor, não foge à regra. Através da história da libertação de um dos maiores criminosos de colarinho-branco dos Estados Unidos por um presidente desacreditado, o autor consegue, mais uma vez, prender a atenção da primeira à última palavra.

A saga de Joel Backman – um poderoso corretor confinado em uma prisão federal há seis anos, com a perspectiva de mais 14 para cumprir pela frente – começa quando, em seu último dia de governo, um dos mais inexpressivos presidentes da história americana, pressionado pela CIA, decide libertá-lo e mandá-lo para fora do país clandestinamente, num avião militar. O criminoso é levado, então, para a Itália, onde ganha um novo nome, uma nova identidade e uma nova casa. Toda a manobra tem a suposta intenção de proteger sua vida, já que Backman possui informações preciosas que podem comprometer um dos mais sofisticados programas de vigilância por satélite do mundo, obtidas em seus bons tempos de lobista em Washington.

Só que o verdadeiro plano da CIA é bem diferente do anunciado: depois que Backman estiver adaptado à sua nova vida, seu paradeiro será revelado a serviços secretos de vários países, interessados em conseguir mais dados sobre o sistema e dar cabo de sua vida. Dessa forma, a CIA, que tem como objetivo "queimar mais um arquivo", pretende assistir de camarote a uma caçada sem igual.

A trama de espionagem, perseguição e crime tem uma moldura que torna a obra ainda mais especial: a fascinante atmosfera da Itália, já que a maior parte do romance se passa naquele país, mais precisamente em Bolonha. Além das belíssimas descrições da cidade, o leitor descobre, tal qual Backman, algumas das peculiaridades e costumes do povo italiano, fazendo uma deliciosa viagem por uma cultura milenar.



segunda-feira, 22 de março de 2010

A armação ou Até que a morte nos separe


Misteriosamente, no Brasil, The Gingerbread Man tem dois títulos, A armação ou Até que a morte nos separe

Ficha técnica

Título original: The Gingerbread Man
Diretor: Robert Altman
Elenco: Kenneth Branagh, Embeth Davidtz, Robert Downey Jr., Daryl Hannah, Tom Berenger, Famke Janssen, Mae Whitman, Jesse James, Robert Duvall, Clyde Hayes.
Produção: Jeremy Tannenbaum
Roteiro: Al Hayes (Robert Altman), baseado em livro de John Grisham
Fotografia: Changwei Gu
Trilha Sonora: Mark Isham
Duração: 114 min.
Ano: 1998
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Estúdio: Island Pictures


Sinopse

Tudo começa quando em uma noite de forte chuva, Rick (Kennetg Branagh), um advogado, se encontra com a beleza misteriosa de Mallory Doss (Embeth Davidtz). Após uma carona, eles iniciam um tórrido romance e Rick descobre que ela vem sofrendo ameaças de Dixon (Robert Duvall), um desequilibrado e seu pai. Rick coloca sua firma para trabalhar, prende Dixon e intima Pete (Tom Berenger) seu ex-marido para testemunhar contra Dixon no tribunal. Ele é enviado para um asilo, de onde acaba fugindo para colocar a vida de todos em grande perigo.




com informações do Cineclick

domingo, 21 de março de 2010

O Último Jurado


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1811-7
Páginas: 396
Ano de lançamento: 2004

Considerado pela revista Publishers Weekly o autor com maior número de bestsellers publicados na década de 90, John Grisham está de volta com mais um grande lançamento: em O último jurado, o mestre do thriller de suspense descreve o universo do crime no Mississipi dos anos 70. O último jurado deve repetir o sucesso de vendas dos demais títulos de Grisham, autor que já vendeu mais de cem milhões de exemplares só nos Estados Unidos e teve diversos de seus livros transformados em grandes sucessos no cinema – como O dossiê Pelicano e A firma. O romance chega ao mercado em dezembro, com o selo da editora Rocco.

É início dos anos 70 e os negros ocupam cada vez mais espaço nos estados racistas e conservadores do Sul dos Estados Unidos, como o Mississípi. O jovem Willie Traynor, nova-iorquino de 23 anos, assume o jornal local, o The Ford County Times, ávido por histórias de crime e suspense capazes de aumentar a tiragem do periódico. Protagonista da trama, Willie afirma: "Acho que é da natureza do negócio vender mais jornais depois de um crime brutal, quando as pessoas querem detalhes." E o crime acontece logo no início da narrativa. Uma jovem mãe é brutalmente estuprada e assassinada por um membro da notória família Padgitt. Willie Traynor noticia todos os detalhes macabros, e seu jornal começa a prosperar.

Filho de uma tradicional família da região, o assassino Danny Padgitt é julgado num tribunal lotado e promete vingança. Apesar de ter sido condenado à prisão perpétua, Padgitt é solto nove anos depois de proferida a sentença, quando recebe liberdade condicional. Ele volta, então, para o condado de Ford e começa a retaliação.

Além da trama de suspense, marca registrada de Grisham, O último jurado descreve ainda o cotidiano de um típico condado do Sul dos Estados Unidos. O autor relata o modo de vida da região, como na descrição de um prato típico da região apresentado ao jovem e urbano jornalista. "O que havia acontecido com a cerveja e a pizza? Por que aquelas pessoas comiam coisas tão repugnantes?", questiona Willie.

Constantemente, Willie se sente um estranho naquela terra de gente rude e desconfiada. O autor, aos poucos, aproxima o personagem daqueles que o cercam e faz com que ele perceba detalhes gratificantes, que o fazem repensar a vida e a relação com as pessoas. À medida que os anos passam e o pequeno condado ganha novos hábitos, Willie pára de se perguntar o que estava fazendo na cidade. Ele começa, inclusive, a freqüentar igrejas e também vai ao principal evento social da cidade. "Se você não comparecia a funerais, era considerado esquecido", afirma o protagonista.

Um dos aspectos mais interessantes do livro é a gradual aceitação do protagonista pelos moradores do condado, principalmente quando começa a aumentar a tiragem do jornal. O autor explora mais ainda a ironia e o bom humor ao promover o choque de culturas quando, por exemplo, Willie é praticamente forçado a aprender a atirar por um dos personagens mais interessantes da trama, o advogado Harry Rex, que ganha processos de divórcio tirando fotos de homens e mulheres adúlteros em flagrante.



sexta-feira, 19 de março de 2010

O Júri


Ficha técnica

Título original:Runaway Jury
Gênero:Ficção
Duração:02 hs 07 min
Ano de lançamento:2003
Estúdio:New Regency Pictures
Distribuidora:20th Century Fox Film Corporation / UIP
Direção: Gary Fleder
Roteiro:Brian Koppelman, David Levien, Rick Cleveland e Matthew Chapman, baseado em livro de John Grisham
Produção:Gary Fleder, Christopher Mankiewicz e Arnon Milchan
Música:Christopher Young
Fotografia:Robert Elswit
Direção de arte:Scott Plauche
Figurino:Abigail Murray
Edição:William Steinkamp


Sinopse

Após considerar que uma grande empresa é a culpada pela morte de seu marido, uma viúva decide entrar com um processo na justiça, pedindo uma indenização milionária. Para defendê-la ela contrata o advogado Wendell Fohr (Dustin Hoffman). Porém Fohr precisará enfrentar Rankin Fitch (Gene Hackman), um especialista em selecionar os jurados de forma a garantir de antemão sua vitória no julgamento. Porém o que Fohr e Fitch não contavam é que um dos jurados, Nicholas Easter (John Cusack), tem seus planos para manipular o júri. E, com o apoio de Marlee (Rachel Weisz), passa a chantagear a dupla avisando que o veredicto desejado sairá bastante caro.


Elenco

Gene Hackman (Rankin Fitch)
Dustin Hoffman (Wendell Rohr)
Rachel Weisz (Marlee)
Bruce Davison (Durwood Cable)
Bruce McGill (Juiz Harkin)
Jeremy Piven (Lawrence Green)
Nick Searcy (Doyle)
Stanley Anderson (Henry Jankle)
Cliff Curtis (Frank Herrera)
Nestor Serrano (Janovich)
Leland Orser (Lamb)
Jennifer Beals (Vanessa Lembeck)
Gerry Bamman (Herman Grimes)
Joanna Going (Celeste Wood)
Bill Nunn (Lonnie Shaver)
Juanita Jennings (Loreen Duke)
Marguerite Moreau (Amanda Monroe)
Nora Dunn (Stella Hulic)
Orlando Jones (Russell)
Luis Guzmán
John Cusack (Nicholas Easter)


Curiosidades

- No livro de John Grisham a empresa envolvida no casamento fazia parte da indústria do tabaco. Durante muitos anos o roteiro de O Júri manteve esta informação, mas após o lançamento de O Informante, que também trata de um processo contra a indústria do tabaco, se decidiu por alterar a empresa para uma fabricante de armas.
- O Júri é o 2º filme em que os atores Dustin Hoffman e Rachel Weisz atuam juntos. O anterior fora Confidence - O Golpe Perfeito (2003).
- O orçamento de O Júri foi de US$ 60 milhões e obteve uma renda de US$ 67 milhões.


com informações do Adoro Cinema

Nas arquibancadas

Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1717-X
Páginas: 188
Ano de Lançamento: 2003

Nesse livro de John Grisham, o leitor não vai encontrar as tramas empresariais, as intrigas legais ou mesmo o número de páginas costumeiros. E não vai ter como se decepcionar. As 186 páginas de Nas arquibancadas (Bleachers, 2003) falam é da história do time de futebol americano escolar de uma pequena cidade. Neely Greenshaw é um corretor de imóveis com um joelho estourado. Mas, quinze anos atrás, era um dos grandes astros do time Spartans, da cidade de Messina, segundo alguns torcedores o maior de todos eles. Neely volta para Messina, depois de muitos anos de ausência, para acompanhar os últimos momentos de Eddie Rake, doente terminal e treinador que garantiu o sucesso dos Spartans durante décadas. Na verdade, o popularíssimo Rake é a figura principal do livro, nunca presente na ação mas citado e descrito por todos os personagens com amor ou ódio, e muitas vezes com uma incômoda combinação dos dois.

John Grisham é um advogado que usou sua experiência profissional para criar romances de suspense empresarial ou jurídico, como O dossiê pelicano, O homem que fazia chover e A firma, que o tornaram um dos mais populares autores americanos. Em Nas arquibancadas, ele usa uma outra experiência, a do garoto que jogou futebol americano no Colégio Southhaven. Grisham resgata seu passado e cria o pequeno universo da cidade de Messina, que vive em função do bem-sucedido time da escola local. E cria, também, um novo tipo de suspense. A trama do livro vai se construindo aos poucos, seguindo as memórias afetivas e raivosas de Neely Greenshaw em sua viagem de volta ao lar, o lugar onde se tornou uma celebridade antes de ter maturidade suficiente para lidar com o fato.

Durante a jornada sentimental de Neely e seus encontros com integrantes de várias gerações de jogadores dos Spartans ficamos sabendo como ele foi subornado para aceitar uma entre as muitas faculdades que o convidaram depois de completar a escola em Messina. Como ele recebia propina para continuar jogando bem. Como um acidente em campo, que arrebentou seu joelho, acabou com sua carreira de jogador e com parte de sua vida. Ficamos sabendo, também, como a sede de vitória do treinador Eddie Rake o levava a tratar seus jogadores da forma mais rigorosa possível, o que acabou causando a morte de um garoto durante um treino e a sua demissão depois de anos de sucesso profissional. Grisham esmiúça o mais popular dos esportes americanos como faz com meio empresarial e o sistema jurídico em outros livros.

Mas o romance é, em essência, sobre ilusão, ambição, fama e fracasso. E tem seus melhores momentos nas lembranças do jovem Neely, que, no auge da fama, trocou seu verdadeiro amor, a doce Cameron, pela gostosa, arrivista e popular Screamer. Nos encontros do maduro Neely com seus ex-colegas, pessoas que nunca conseguiram sair de Messina e vivem das glórias do passado. Na angústia do personagem em se confrontar com uma existência que ele tentou se convencer ter ocorrido numa vida passada. Em Nas arquibancadas, John Grisham dá o melhor de si, manipulando sentimentos da mesma forma que sempre fez com leis e estatutos, no estilo peculiar que o transformou no autor consagrado que é.



quinta-feira, 18 de março de 2010

O Segredo


Ficha técnica

Gênero: Ficção
Duração: 113 min.
Ano de lançamento: 1997
Direção: James Foley
Roteiro: William Goldman e Chris Reese
Música: Carter Burwell
Produção: Davis Entertainment

Elenco

Gene Hackman
Chris O”Donnell
Faye Dunaway
Robert Prosky


Resenha

Há muitos elementos coincidentes em O Segredo/The Chamber e Fantasmas do Passado/Ghosts of Mississippi, e o fato de que os dois são excelentes filmes é apenas o primeiro deles. Os dois são obras de bons cineastas nascidos em Nova York, ambos autores de filmes de idéias humanistas, progressistas, liberais (no sentido político e comportamental do termo, não no econômico).

O primeiro é dirigido por James Foley (de Um Dia para Relembrar/Two Bits e O Sucesso a Qualquer Preço). O segundo é de Rob Reiner (de Questão de Honra e Harry e Sally – Feitos um para o Outro). Os dois filmes são produções do mesmo ano, 1996, lançados em vídeo no Brasil no finalzinho de 1997. Os dois se passam no mesmo lugar, Jackson, a capital do Estado de Mississippi, o Sul Profundo dos Estados Unidos, que foi à guerra contra o Norte para manter a escravidão dos negros, foi derrotado mas ainda hoje se orgulha mais da bandeira dos Confederados do que da americana.

Aliás, nos dois filmes a bandeira dos Confederados aparece diversas e diversas vezes. Os dois filmes mostram fatos passados nos anos 60 e vêm até agora, os 90 e muitos. O tema dos dois é exatamente o mesmo: o racismo, essa praga arraigada no Sul Profundo possivelmente como em nenhum outro lugar do mundo. Nos dois filmes há a presença nojenta da Ku Klux Klan. Em cada um deles, um supremacista branco mata por racismo.

Fantasmas do Passado conta uma história real. Tão real que alguns personagens da história interpretam a si mesmos. O filme insiste o tempo todo em lembrar o espectador de que aqueles fatos todos aconteceram. O Segredo, ao contrário, se baseia em romance de um dos mais bem-sucedidos autores de best-seller do século, John Grisham.

Tanto a história real quanto a história saída da imaginação de um escritor de sucesso são apavorantes, chocantes, emocionantes. E são duas histórias que viraram excelentes roteiros, e belíssimos filmes.

Em O Segredo, o assassinato vem antes mesmo da apresentação. Estamos no início dos anos 60, e um advogado judeu que defende negros leva os dois filhos para o escritório de manhãzinha; às 8 em ponto, explode uma bomba. Corta, e começa e apresentação. Ao longo dela – estamos agora nos anos 90 – um jovem de cerca de 25 anos (Chris O’Donnell) vê no vídeo cenas de jornais da TV da época do atentado; as duas crianças morreram, o pai sobreviveu (mas se mataria pouco depois), o autor do crime, um supremacista branco (o grande Gene Hackman, excelente), foi preso. Com menos de 10 minutos de filme, o espectador já sabe que o jovem é advogado, e é neto do assassino; quer fazer tantas apelações quanto forem necessárias para impedir que a pena de morte dada ao avô seja executada.

Assim como fez o diretor Reiner, em O Segredo James Foley mostra e demonstra a força brutal do racismo, a profundidade com que ele está enraizado naquela sociedade, e como ele fez e faz até hoje vítimas, como ele mexe nas relações familiares, na criação dos filhos, no convívio dos meninos, de hoje e de 30 anos atrás, com a violência do preconceito.

Seguramente porque se baseia em fatos criados pela imaginação, e portanto é mais solto, mais livre, O Segredo consegue ir mais fundo do que Fantasmas do Passado no sentido de mostrar as relações escabrosas, assombrosas, entre o poder econômico e político e os crimes que se praticaram nos Estados Unidos, em especial no Sul Profundo, contra negros. O filme de Reiner mostra, sim, e bem, como ainda é difícil, até hoje, revolver o lamaçal do passado não tão distante assim de crimes racistas. Mas o de Foley mostra de maneira mais escancarada ainda a podridão do poder, da política. E ainda acrescenta outro elemento: faz um panfleto contra a pena de morte – mesmo quando o réu é um assassino confesso, de passado monstruoso. Mesmo assim, mostra o filme, quando o Estado mata, torna-se absolutamente igual ao criminoso.

Racistas, reacionários de carteirinha, direitistas raivosos, esses devem passar longe destes dois belos filmes.


Com informações do 50 anos de filmes

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Rei das fraudes


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1651-3
Páginas: 376
Ano de Lançamento: 2003

Espera-se que John Grisham alcance a marca de 100 milhões de livros vendidos nos EUA ainda em 2003, o que faz dele um fenômeno editorial como poucos. Um dos fatores que o ajudarão a atingir esta marca invejável certamente será o atual sucesso de O rei das fraudes, seu novo livro, que chega agora ao Brasil já laureado pela crítica internacional. A história mostra o universo das ações indenizatórias coletivas e traz um questionamento ético polêmico – quem é pior: as grandes corporações que vendem produtos prejudiciais à saúde ou os advogados que ficam de olho nos milhares de consumidores lesados?

A figura central da história é Clay Carter, um advogado de 31 anos que trabalha na Defensoria Pública de Washington, a capital norte-americana. Sem dinheiro nem ambição social, ele vive de defender criminosos que não têm como pagar um advogado decente. Rebecca, sua namorada há anos, cansada de estar ao lado de um perdedor, encerra o relacionamento e casa-se rapidamente com um homem tão ou mais rico quanto ela, para desgosto de Clay. Mas é só ele chegar ao fundo do poço que uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil resolve lhe sorrir.

É o que acontece no dia em que Clay é procurado pelo misterioso Max Pace, que se apresenta como um freelancer especializado em apagar incêndios, pago para consertar os problemas das grandes corporações antes que advogados e jornalistas os descubram. Atualmente ele está trabalhando para um gigante da indústria farmacêutica que acaba de criar um medicamento capaz de livrar quase qualquer pessoa da dependência de drogas como crack e cocaína. O remédio ainda não está no mercado e provavelmente jamais estará, pois testes ilegais em cobaias humanas revelaram que ele tem um grave defeito: o de despertar em 8% dos pacientes um desejo incontrolável de matar, que só cessa com a interrupção do tratamento. Seis pessoas já morreram nas mãos dessas cobaias. E o que Max Pace quer é que Clay Carter aceite 15 milhões de dólares como honorários para providenciar a indenização das famílias das vítimas sem alarde, sem processos judiciais, sem publicidade negativa para o laboratório e sem a queda do valor das ações da empresa. Clay aceita a proposta e se torna um homem rico da noite para o dia.

Essas famílias sequer imaginam que poderiam receber algum dinheiro, pois pensam que seus filhos morreram por causa da violência das ruas. Além do mais, os assassinos estão todos presos. Por isso é fácil para Clay convencê-las a aceitar, cada uma, uma indenização de 4 milhões de dólares num acordo mal explicado mas devidamente documentado. E enquanto Clay enriquece, os assassinos mofam na cadeia, sem saber explicar por quê, de uma hora para outra, tornaram-se criminosos. Um deles era cliente de Clay, mas foi abandonado à própria sorte assim que o advogado teve acesso ao terrível segredo industrial que lhe rendeu uma fortuna.

Em poucos meses, as informações privilegiadas de Max Pace fazem de Clay um homem incrivelmente rico. Quando Pace lhe revela que um laboratório concorrente pôs no mercado um outro medicamento defeituoso, que provoca tumores, Clay descobre o mundo das ações indenizatórias coletivas. Sua estratégia consiste em: 1) Divulgar em comerciais de TV aterrorizantes o erro do laboratório; 2) disponibilizar para as vítimas em potencial do medicamento uma linha telefônica pela qual elas podem contatar o escritório de Clay; 3) realizar exames médicos gratuitos nas pessoas que telefonarem, a fim de descobrir se elas foram afetadas pelo remédio e, portanto, podem se juntar ao processo coletivo que o advogado moverá contra o fabricante; e 4) usar o medo que as vítimas têm de morrer para convencê-las a se tornarem suas clientes. Assim, Clay consegue ser contratado por milhares de pessoas prejudicadas pelo medicamento. E como elas concordaram, por contrato, em lhe dar um terço da indenização que ele arrancasse do laboratório, o advogado fatura cem milhões de dólares só com este caso.

Daí em diante, Clay entra num ritmo alucinado de enriquecimento. Em conseqüência disso, ele também começa a gastar dinheiro como jamais imaginaria que pudesse, comprando uma mansão, um iate, um jatinho e tudo mais. As capas de revistas estampam sua foto com o apelido de Rei da Fraude. Todos os poderosos o procuram, com a intenção de tirar algum proveito dessa nova máquina de fazer dinheiro. Até o presidente dos EUA o recebe na Casa Branca, tentando atrair fundos para sua campanha de reeleição. Mas há dois problemas. O primeiro é que nada disso apagou em Clay a tristeza de ter perdido Rebecca, a mulher que ele ama. E o segundo é que sua fortuna está sendo construída com base na falta de ética e em segredos nebulosos revelados por Max Pace, um homem cujo nome verdadeiro Clay sequer sabe. Onde esse trem desgovernado vai parar? Só acompanhando o empolgante romance de John Grisham para saber.


terça-feira, 16 de março de 2010

A intimação


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1435-9
Páginas: 284
Ano de Lançamento: 2002

Sucesso no mercado editorial há uma década, John Grisham, um dos escritores norte-americanos mais lidos no mundo, ficou conhecido pelos legal thrillers que publicou. Em A intimação, ele retoma o gênero que o consagrou, depois de dois romances afastado do suspense. O velho juiz Reuben Atlee exerceu, durante quarenta anos, influência e poder político na pequena cidade de Clanton, no Mississippi; agora amarga o ostracismo, desde que perdeu a eleição para um jovem candidato. Doente, convoca os filhos para uma reunião em Maple Run, a mansão decadente onde vive recluso. Coerente com a objetividade e a formalidade exigida pelo cargo que ocupou, envia a seguinte intimação: "Por favor, façam seus planos para comparecer ao meu escritório no domingo, 7 de maio, às 5 horas da tarde, a fim de discutirmos a administração dos meus bens."

O filho mais velho, Ray Atlee, 43 anos, mora em Charlottesville, Virgínia. Professor universitário, formou-se em Direito para seguir os passos do pai, mas se recusou a montar um escritório em Clanton. Recém-divorciado, ainda não se refez da traição: Vicki, sua mulher, engravidou do magnata Lew Rodowski, deu à luz gêmeos, fez suas malas e partiu. A vida de Forrest, o filho de 36 anos e ovelha negra da família, se resume a contar há quantos dias não consome mais nenhum tipo de droga, já que é um ex-viciado, a manter sua relação com Ellie e mudar constantemente de emprego. Mora em Menphis.

Ray chega primeiro e encontra o pai morto no sofá, ao lado de um pacote de morfina. Sobre a escrivaninha, um testamento o coloca como inventariante na divisão dos bens entre os dois irmãos. Depois do susto inicial, o advogado percebe que há dezenas de caixas de papel de carta no armário. Dentro delas, uma fortuna em espécie de cerca de 3 milhões de dólares.

Ele esconde o estranho legado de todos, inclusive do irmão, e começa a investigar a origem do dinheiro por conta própria, já que Reuben ganhava uma pensão de apenas 52 mil dólares por ano e doava quase tudo à caridade. A partir dessa descoberta, o protagonista se envolve numa trama de chantagem, que culmina num desfecho surpreendente, a exemplo das primeiras obras de Grisham, como Tempo de matar e O dossiê Pelicano.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Esquecer o Natal


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1397-2
Páginas: 224
Ano de Lançamento: 2001

John Grisham, consagrado no mundo inteiro como o mestre do thriller, está lançando pela Editora Rocco seu mais recente livro, Esquecer o Natal, que já ocupa o segundo lugar nas listas dos best sellers dos Estados Unidos.

É uma surpresa. Grisham, que é advogado e já foi deputado, especializara-se em thrillers sobre advogados, corruptos ou não. Seus livros transformaram-se em filmes arrasadores, como A firma, dirigido por Sydney Pollack, com o advogado Tom Cruise enfrentando colegas mais ou menos mafiosos. A crítica americana o apontou como um dos melhores filmes dos anos 90. O livro ficou 47 semanas na lista dos mais vendidos de The New York Times, que deu os números definitivos: foi o best seller por excelência de todo o ano de 1991.

Já em Esquecer o Natal, nada de advogados, nem de suspense ou de máfia. Este novo livro apresenta aos leitores um John Grisham fazendo comédia, além de mostrar o que o ser humano tem de melhor, especialmente a amizade, o amor e o impulso para a solidariedade.

O livro conta a história de Nora e Luther Krunk, que planejam fazer um cruzeiro pelo Caribe para fugir do Natal. Escândalo e pasmo gerais, pois moram num bairro chique, onde todo mundo festeja o Natal com todo o brilho que tem a maior festa cristã. Só que, na véspera do embarque, sua filha volta do Peru, impossibilitando o cruzeiro. Em poucas horas, os Krunk são obrigados a improvisar uma festa que exigiria semanas e até meses de preparo. O atropelo é tão grande que o desastrado Luther sobe ao telhado para colocar um homem de neve — feito de plástico — junto à chaminé e acaba caindo lá de cima, sendo salvo por um fio elétrico enrolado ao seu pé. É aí que os vizinhos, que antes zombavam dos Krunk e suas trapalhadas, entram com a amizade e a solidariedade. A festa estava estragada? Os vizinhos fazem a festa. O rabugento Luther Krunk reconcilia-se com os vizinhos, com o Natal e com o mundo.

Autor de livros que grudam o leitor da primeira linha ao ponto final, como A firma, O cliente e O dossiê Pelicano, o lançamento de Esquecer o Natal transformou-se em um grande sucesso entre os leitores americanos. Mas quem conhece John Grisham talvez não se surpreenda tanto com esta reviravolta na bibliografia do mestre do thriller. O advogado Grisham, que abandonou os tribunais para trabalhar exclusivamente nos seus livros, recentemente voltou à cena para defender, com sucesso, os interesses da família de um ferroviário que morreu esmagado entre dois vagões. Fora este caso, nada de tribunais. Mas Grisham tem outra atividade. Quando não está escrevendo, dedica o tempo à caridade e faz viagens missionárias com um grupo da sua igreja evangélica.

domingo, 14 de março de 2010

A casa pintada

Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1304-2
Páginas: 396
Ano de Lançamento: 2001

John Grisham sempre ouviu com atenção as histórias contadas por sua família. Acrescentou a elas a experiência de infância nos campos de algodão do avô, em Arkansas, Sul dos EUA, e uma dose de ficção. O resultado é A casa pintada, uma novidade na carreira de um dos mais lidos escritores americanos, consagrado no gênero legal thriller. Desta vez não há advogados, o protagonista Luke Chandler tem apenas sete anos, é fã de beisebol, do famoso time de St. Louis, os Cardinals, e de seu principal jogador, Stan Musial. Trabalha na colheita de algodão e conta em detalhes os episódios que envolveram a difícil safra do ano de 1952. Os costumes e valores de uma típica cidade do interior, as aventuras, dramas e o suspense são oferecidos ao leitor sob uma perspectiva infantil.

O patriarca, Eli Chandler — o Pappy —, vive na fazenda com sua mulher, Ruth, o filho Jesse e a nora, pais de Luke. Eles seguem fervorosamente a religião batista. O filho mais novo, Ricky, de 19 anos, luta na Coréia. Todas as preocupações estão voltadas para o cultivo do algodão, que obedece ciclos rigorosos, para as condições climáticas e o arrendamento da terra. Para a colheita, Pappy contrata dez imigrantes mexicanos e uma família de montanheses de Eureka Springs, os Spruill. A convivência entre os grupos não é nada harmoniosa. Hank Spruill tem um temperamento imprevisível e uma força muscular incontrolável. O misterioso mexicano Caubói carrega uma navalha afiada no bolso, semrpe pronta para entrar em ação. Dois assassinatos agitam Black Oak, e eles estão envolvidos. Caubói também assedia Tally Spruill, uma menina de dezessete anos que encanta Luke, com quem troca confidências, segredos e a cumplicidade de um banho sensual no riacho.

Os Latchers são os vizinhos meeiros e miseráveis, que sobrevivem graças à caridade. Quando Libby Latcher, de apenas 14 anos, fica grávida e revela que o pai é Ricky Chandler, a família se mobiliza em torno do bebê e teme o escândalo. Uma enchente, no entanto, provoca a radical mudança de planos. Luke experimenta o prazer de transformar a aparência da casa onde viveu durante toda a sua vida com a ajuda do amigo Trot, ao mesmo tempo que precisa abandoná-la com a família.

O título da obra tem origem numa história contada pela mãe do escritor. Ela lembra que uma colega da escola lhe disse: "Você não sabe do que estou falando porque mora numa casa pintada." A pintura era sinal de status em Black Oak, nos anos 50. Tijolos eram sinônimo de riqueza. Tanto Pappy quanto Jesse lutaram em guerras, e os personagens foram inspirados no marido de uma tia. O autor saiu de Black Oak aos sete anos, era obcecado pelos Cardinals e ouvia as partidas de beisebol no rádio na primavera, quando o algodão já estava plantado.

sábado, 13 de março de 2010

John Grisham no teatro



Tempo de matar será o primeiro livro de John Grisham adaptado para a Teatro

Mais de vinte anos após sua publicação, Tempo de matar vai se tornar o primeiro dos livros de John Grisham a ser adaptado para os palcos teatrais, tem estreia programada para maio de 2011 no Arena Stage em Washington, DC.

O roteiro é de Rupert Holmes, vencedor do prêmio Tony em 1986 e a produção é de Daryl Roth. Roth conta que obteve os direitos do livro por acaso, cerca de um ano atrás ela se encontrou com o agente literário de Grisham para conversarem sobre um documentário em Nova York, foi então que o agente comentou que Grisham queria uma adaptação para o teatro. Roth não deixou "passar" esta oportunidade.

Curiosidade: Tempo de matar, livro de estreia de Grisham, foi rejeitado por diversas editoras antes do lançamento em 1989

A Confraria


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1163-5
Páginas: 360
Ano de Lançamento: 2000

Um candidato à presidência dos Estados Unidos, três juízes condenados, o chefe do serviço secreto americano, um general russo, um advogado alcoólatra, policiais desonestos: este é o elenco de A confraria, o novo romance do campeão de vendas John Grisham.

Desde que surgiu na literatura, com Tempo de matar, de 1987, o escritor cativa os leitores pela originalidade de suas histórias e desfechos surpreendentes. Foi assim com a descoberta de uma conspiração em O dossiê Pelicano, as ligações mais do que perigosas de uma empresa em A firma e o destino de uma grande fortuna em O testamento, livros de grande sucesso que eletrizaram os fãs do mundo inteiro.

Desta vez, a história começa em uma prisão federal da Flórida, onde se reúnem Roy Spicer, um ex-juiz de paz que cumpre pena por roubar uma igreja, Finn Yarber, juiz da Suprema Corte da Califórnia condenado por sonegação de impostos, e o meritíssimo Hatlee Beech, preso por atropelar e matar duas pessoas. Eles formam a Confraria que, numa grotesca imitação da Justiça, resolve pequenos problemas e disputas dentro da penitenciária. Enquanto esperam o fim das penas, descobrem uma nova maneira de ganhar dinheiro: extorquir homossexuais com cartas que ameaçam revelar a todos suas preferências sexuais.

Enquanto isso, a CIA tem seus próprios planos para a próxima campanha presidencial, elegendo um candidato afável aos seus interesses e da indústria bélica americana. Seu nome é Aaron Lake, congressista sem grande destaque que, com o auxílio de uma violenta campanha publicitária, uma mensagem alarmista e muitos milhões de dólares, se lança irresistivelmente à Casa Branca. Ao seu lado está Teddy Maynard, o todo-poderoso diretor da Agência Central de Inteligência, que não pensaria duas vezes em simular atentados contra os Estados Unidos para reforçar a imagem de seu candidato. Quando as duas tramas se cruzam, o resultado é mais do que explosivo.

terça-feira, 9 de março de 2010

O Testamento


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-1027-2
Páginas: 440
Ano de Lançamento: 1999

O que você faria se fosse herdeiro de onze bilhões de dólares? Uma boa pergunta que tem uma eletrizante resposta em O testamento, o novo romance de John Grisham. O autor desenvolve a história da família Phelan - do patriarca, Troy Phelan, a seus estranhos herdeiros. Depois de escrever seu último testamento, o bilionário se suicida, iniciando uma batalha onde não faltam alcatéias de advogados, repórteres peçonhentos e uma família destroçada pela ambição e pelo dinheiro.

No centro da trama está Nate O'Riley, advogado, alcoólatra, que tem de mergulhar em outra selva, o Pantanal Mato-grossense, e encontrar o verdadeiro destino da fortuna de Troy Phelan. Contrapondo genialmente os canyons de concreto das grandes cidades aos alagados do rio Paraguai, John Grisham nos leva a dois mundos diferentes, cada qual com seus perigos e belezas. Mais do que uma história feita de artimanhas jurídicas e bizarros personagens, O testamento é uma trajetória de um homem em busca de valores mais permanentes do que a embriaguez do poder.

John Grisham escreveu este romance após uma longa estada no Pantanal Mato-grossense, quando esteve em contato com missionários religiosos americanos e com a vida selvagem daquela região. "Espero não ter descrito o Pantanal como um enorme pântano repleto de perigos. Não é. É uma preciosidade ecológica que atrai muitos turistas e todos sobrevivem", escreveu Grisham. Além dos incríveis panoramas da vida natural que desenha em seu livro, o escritor retrata, com muito humor, aspectos típicos da vida do brasileiro. No capítulo 38, por exemplo, ele explica o que é o despachante: "É parte essencial da vida no Brasil. É o homem que facilita tudo. Num país onde a burocracia é antiquada e lenta, o despachante é o homem que conhece os funcionários da prefeitura, dos tribunais, os agentes da alfândega". O Brasil também esteve presente em outros de seus livros, como O sócio, no qual um americano tenta fugir de seus perseguidores em Ponta Porã.

O Testamento - direitos para o filme foram adquiridos pela 821 Entertainment. Previsão de lançamento em 2012

quinta-feira, 4 de março de 2010

John Grisham lançará seu próximo "thriller legal" em Outubro deste ano nos EUA

Depois do autor anunciar o lançamento em breve de um título infantil, a editora americana Doubleday informou que em Outubro deste ano será lançado um novo "thriller legal".

Grisham disse que gostaria de criar uma espécie de continuação de "A Casa Pintada".


Com informações do John Grisham Online

O Advogado


Editora: Rocco
Tradução: Aulyde Soares Rodrigues
ISBN: 85-325-0891-X
Páginas: 356
Ano de Lançamento: 1998

O advogado reúne doses exatas de suspense e ação, no estilo que marcou o sucesso de John Grisham em todo o mundo. A história deste thriller gira em torno de um bem-sucedido advogado, que trabalha para uma gigantesca firma em Washington, e sua abrupta e radical mudança de vida. Após ser mantido, junto com outros companheiros de trabalho, como refém por um sem-teto, Michael repensa seu futuro. O encontro violento o leva a descobrir as razões que fizeram o mendigo cometer o crime.

Michael investigou e descobriu tratar-se de um doente mental, um veterano de guerra, há muitos anos entrando e saindo de abrigos para os sem-teto. Pesquisou um pouco mais e desvendou um terrível segredo, que, curiosamente, estava relacionado com a empresa onde ele trabalhava, a poderosa Drake & Sweeney.

O que leva Michael a dar uma guinada radical na vida: deixa a firma e decide ser advogado dos sem-teto. Mas leva com ele um arquivo ultra-secreto. São documentos altamente comprometedores. Que fazem com que Michael passe a ser o objeto de uma feroz perseguição.

A narrativa de John Grisham prende a atenção do leitor não só pela bandeira em defesa de uma ação mais efetiva em favor dos sem-teto, mas, principalmente, pela sensibilidade com que o tema é tratado. O advogado esgotou rapidamente uma tiragem de 2,8 milhões de exemplares nos Estados Unidos.