quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Dossiê Pelicano


Editora: Rocco
Tradução:Aulyde S.Rodrigues
ISBN:85-325-0388-8
Páginas:392
Ano de lançamento: 1993

Abraham Rosenberg, juiz da Suprema Corte, 91 anos, é uma lenda viva do Supremo e, provavelmente, o homem mais odiado da América. Ele está em sua casa, dormindo, quando recebe três tiros com silenciador na cabeça. Quatro horas depois, o mesmo assassino dirige-se para um clube gay. Lá, assistindo a um filme pornô, está o mais jovem juiz da Suprema Corte, Glenn Jansen. O matador internacional, homem de muitas faces, idiomas e que nunca deixa pistas, liquida Jansen sumariamente, estrangulando-o.

O país espanta-se. Em duzentos e vinte e um anos mataram quatro presidentes, dois ou três candidatos, uma porção de líderes dos direitos civis, alguns governadores, mas nunca um juiz da Suprema Corte. E, numa única noite, num espaço de duas horas, dois deles são mortos. O presidente quer saber se há alguma agência, operação ou grupo ligado ao caso. A CIA e o FBI não têm ou não querem dar as respostas.

Darby Shaw, uma brilhante e bela estudante de Direito de Tulane acredita poder encontrá-las. Aluna e amante de Callaham, professor de Direito Constitucional e defensor entusiasmado das idéias do juiz Rosenberg, Darby inicia uma investigação por conta própria sobre os assassinatos nos computadores da biblioteca da faculdade. Descobre, então, uma conexão entre os dois juízes mortos e um suspeito, em cuja probabilidade de culpa ela mesma não acredita muito. Guarda sua pesquisa numa pasta que ganha o nome de dossiê Pelicano. Mas o dossiê termina percorrendo um caminho inesperado e é lido por pessoas que dão muita importância às conclusões de Darby.
A partir daí, tem início uma sofisticada perseguição, cujo objetivo é eliminar Darby. Uma bomba erra o alvo e mata Callaham no lugar da moça. O jogo mortal está declarado. Numa outra ponta da trama está Gray Grantham, um repórter sério e ético do Washington Post. Ele também está intrigado com a simultaneidade dos assassinatos e sua matéria corajosa sobre o assunto chama a atenção de Darby – e dos mandantes dos crimes, é claro. Ela procura o repórter e o convence de que a posição de Washington em relação aos assassinatos é a maior camuflagem legal desde Watergate. Juntos, eles desaparecem de circulação, tentando sobreviver enquanto buscam a verdade do dossiê Pelicano. Estão acossados num dos mais bem bolados e emocionantes thrillers de John Grisham.

Na verdade, prender os leitores em seqüências cada vez mais envolventes é a marca característica de Grisham, que transita absolutamente à vontade pelos complicados corredores da justiça, já que é advogado de defesa no Mississípi, além de ser considerado como um fenômeno editorial dos Estados Unidos.

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